• O Amor da sua Vida

    Pode estar por perto, ou um pouquinho distante do que você sequer imagina

  • Posso Cuidar de Você?

    Nem se atreva a dizer que estou te iludindo pois a vontade que tenho é de ficar contigo...

  • Lições de Vida

    Alguns filmes que foram lançados e que refletem bem a realidade, transmitindo um tipo de mensagem específico...

Segundo Capítulo de Corações Desimpedidos

Longe dali exatamente no Rio de Janeiro, numa das conhecidas periferias da região, Maria discute com sua mãe, que não aceita a decisão da filha de procurar Daniel novamente. Mas a jovem teimosa como só, insiste na ideia de procurá-lo.

– Você o traiu e agora quer voltar pra ele novamente?– diz a mãe, franca.

– Eu sei que cometi um erro com ele, mas gosto dele de verdade e vou lutar para conquistá-lo.

– E você acha que ele vai te aceitar? Você não tem vergonha nessa sua cara mesmo, não!

– Olha aqui, mãe! A senhora não vai me impedir de eu procurar o Daniel.

– Isso! Vá, minha filha! Vá mesmo! Quero ver se o Daniel vai ter coragem de te aceitar de novo depois da presepada que tu fizeste com ele.

– Você não se importa mesmo com minha felicidade.

– Você estragou sua felicidade ao lado do Daniel pra se envolver com companhias tortas daqui da periferia. Agora, quer voltar pro Daniel como se nada tivesse acontecido. Eu tenho vergonha de você, Maria!

Assim que a mãe despeja tais palavras, se retira e deixa Maria cheia de raiva por dentro.

"Eu vou procurar o Daniel, custe o que custar."

 

No horário de almoço do trabalho, Gisele e Doroth sentam juntas no refeitório e as duas conversam um pouco.

– Percebi que você está distante. Gisele? O que está acontecendo?

– Eu estou bem, Doroth! Eu só estou pensando numa coisa aqui. Nada demais!

– E não quer me contar o que é? – diz a amiga curiosa, se deliciando com a sobremesa.

– Deixa de ser curiosa, hein? Mas tudo bem! Eu vou te contar sim.

– Que bom! Sou toda ouvidos. – diz Doroth, se animando.

– Bom, sabe aquele rapaz ali? – Ela indica para a mesa do lado.

Doroth olha e encontra Daniel conversando animado com os outros rapazes, funcionários da empresa.

– Sim. É o novato bonitinho que chegou hoje na empresa. O que é que tem?

– Quer dizer que o acha bonito?

– Mas é claro! E você não acha também?

– Ele é interessante, mas é curioso demais. – diz Gisele.

Nada-a-ver-isso

– Me conte! O que tem ele?

– Então, acredite ou não, ele é o rapaz que conheci na loja do shopping.

– Sério? – A amiga se surpreende. – Mas que coincidência boa hein?

– É uma coincidência sim, mas porque está tão animada?

– Pra este rapaz já te deixar assim, é sinal de que vem alguma coisa boa neste encontro.

– Doroth, quantas vezes eu tenho que dizer que não...

– Quer envolvimento com ninguém. Gisele, eu sei de cór o seu texto decorado. Amiga, essa é uma boa oportunidade pra você ser feliz outra vez.

– Espera aí! Você quer que eu fique com ele?

– E por que não? Se ele gosta de você e você, dele.

– Você deve ter batido com a cabeça né? Eu mal o conheço.

– Mas pode passar a conhecer, oras!

– Ah para!

– Mas ele não pensa como você, amiga! A Júlia me disse que ele não parava de te olhar no shopping.

– Doroth, quando eu voltar a me apaixonar, não se preocupe porque vocês vão saber ok? E essa Júlia é muito fofoqueira.

– Tudo bem, amiga! – diz Doroth, se levantando da mesa. – Já bateu meu horário. Preciso voltar. Somos suas amigas e queremos o seu bem.

Doroth se afasta e deixa Gisele pensativa. Daniel a encara fascinado e a secretária decide se retirar também.

 

Mais tarde, Júlia e Murilo decidem visitar Gisele em seu apartamento.

– Pensei que a Doroth estivesse aqui com você. – diz Júlia.

– A Doroth não quis vir. Acho que ela ficou chateada comigo, não sei.

– O que é que houve agora, Gisele?

– Ela não entende certas coisas. Acho que não vai entender nunca.

– Eu posso até imaginar do que você está falando. É sobre o Daniel, né?

– Como você sabe que é sobre ele que estou falando?

– A Doroth me disse. – diz a jovem. – Mas não é culpa dela, Gisele! Fui eu que disse que você tinha que ser feliz outra vez e sugeri que fosse com o novato da empresa porque esse encontro não foi por acaso.

– Não vem me dizer que foi coisa do destino o Daniel ter aparecido na minha vida, bla blá blá...

– Esse é o seu mal, Gisele! Desculpa te falar isso, mas você não acredita no sinal do destino.

– E eu não acredito mesmo. Desde que eu fui enganada, iludida, você acha que eu ainda acredito no amor? Amor é uma fantasia, uma ilusão, um engodo.. Vocês foram testemunhas de tudo que passei. – diz ela, apontando o dedo à Murilo que ouve a conversa toda. – Você também sabe disso!

Júlia fica em silêncio e Murilo se anuncia.

– Júlia, vou lá fora ver o carro ok!

A jovem consente e Gisele diz:

– Pode ficar, Murilo! Eu vou preparar o jantar pra vocês.

Murilo sorri constrangido.

– Desculpa, Gisele se fui invasiva demais! – pede a amiga.

– Está tudo bem. Sem problemas! – Ela a abraça. – Eu é que peço desculpas. Bom, alguém vai me ajudar a preparar algo?

– Pode contar comigo! – diz Júlia, animada.

Gisele encara Murilo seriamente, e o rapaz diz:

– Não! Não! Prefiro nem entrar na cozinha.

As duas riem com a expressão do amigo. De repente, o telefone toca e Gisele atende.

– Não, Doroth! Pode vir. Não estou chateada com você, não!

Neste momento, a campainha toca e Júlia decide atender a porta, deixando Gisele conversando com Doroth por telefone e Murilo na sala.

Ao abrir, os três se deparam com Grace, com lágrimas nos olhos.

Júlia a abraça e Gisele diz à Doroth no telefone:

– Amiga, venha pra cá! Grace precisa da gente.

Enquanto as meninas conversam no quarto, Zeca bate na porta de Gisele e Murilo atende.

– E aí brother, beleza? – cumprimenta Zeca ao entrar.

– Beleza, cara!

– Cadê as meninas? – pergunta Zeca, percebendo que não há ninguém na sala.

– A Gisele está lá dentro no quarto com a Grace e a Júlia.

– Aconteceu alguma coisa?

– Problemas da Grace de novo. – comenta Murilo.

– Entendi. – Ele responde.

De repente, a campainha toca de novo e Zeca desta vez atende.

– Olha, quem chegou pra animar a noite! – Ele brinca ao ver Doroth.

– Você também está aqui, prego? Quem te convidou hein? – diz ela, remexendo nos seus cabelos e bagunçando o seu topete.

– Você sempre faz isso de propósito né? – Ele diz, sorrindo.

Ela não dá ideia e pergunta da Gisele para o Murilo.

– Onde você acha que ela está agora neste exato momento? – questiona Murilo.

Doroth consente e vai no quarto, deixando os rapazes na sala.

– Aí, você nunca se interessou pela Doroth, Zeca? Ela é uma garota muito bonita.

– Não, brother. Eu nunca me interessei pela Doroth. A minha gata é outra e tu sabe disso.

– Tô ligado. O seu coração sempre vai estar ligado à Gisele né?

– Cara, você está doido de falar isso aqui na sala. – sussurra Zeca, em tom baixinho.

Melhores-Amigos

– Qual é o problema Zeca? As meninas estão no quarto. Ninguém ouviu nada.

– Acho melhor mudarmos de assunto.

– Se você deseja assim, tudo bem! – diz Murilo, deixando o assunto de lado.

Enquanto os dois rapazes ficam na sala, as meninas consolam Grace, que decide contar o ocorrido em casa.

– Sabe o que eu acho, Grace? Que você precisa aceitar a separação dos seus pais. Se eles querem mesmo fazer isso, você precisa se conformar. – diz Doroth, séria.

– Eu também não sei o que fazer pra te ajudar, Grace. – diz Júlia.

Grace encara as meninas pensativa ainda com lágrimas nos olhos e Gisele decide dar a sua palavra.

– Se você quiser pode ficar na minha casa hoje. A gente dá um jeito de avisar aos seus pais. Quem sabe você ficando nesta noite, você não possa pensar em tudo que conversamos aqui e se distrai um pouco.

– Obrigada, Gisele! – Ela a abraça carinhosamente, lhe afagando os cabelos. – Você é uma grande amiga! E vocês também, obrigada por tudo. – Ela se vira às outras.

– Conte com a gente, viu! – diz Júlia, tentando animá-la.

De repente, batidas na porta e apenas uma frase vinda do lado de fora.

– Meninas, estamos com fome! Não sai essa janta não?

As meninas sorriem ao ouvir o anúncio de Murilo na porta.

 

Alguns dias de trabalho depois, Daniel já está no escritório de Sr. Otávio, que lhe faz uma pergunta:

– O que você está achando do trabalho, Daniel?

– Eu estou curtindo muito, Sr. Otávio.

– Hum. Que bom! Gisele parece estar gostando também do seu trabalho.

Daniel fica admirado e resolve lhe perguntar por curiosidade:

– Posso saber por que ela está gostando do meu trabalho?

– Claro. É que Gisele trabalha há um tempinho comigo e quando o funcionário não desempenha um bom serviço, ela vem e reclama comigo, sabe? Então desde o primeiro dia, você está trabalhando bem e ela já percebeu isso, porque se não percebesse meu amigo, ela me diria algo contra você.

– É mesmo, senhor?

– Daniel, um conselho de amigo: Gisele é observadora demais e se você quer mesmo se manter neste emprego, não me encare como seu chefe, mas tente encarar a jovem que trabalha com você como sua superior. Ela é os meus olhos nesta empresa e qualquer deslize, ela não vai aceitar. Então seja você mesmo, meu caro e apenas faça o seu trabalho.

Daniel fica pensativo por alguns instantes.

Em seguida, Gisele bate na porta e entra.

– Sr. Otávio, sua esposa no telefone! Ela deseja falar com o senhor.

– Obrigado, Gisele! Eu já vou atendê-la. – Ele responde e a jovem sai, consentindo.

– Bom, então eu vou voltar ao trabalho. – diz Daniel, se levantando da cadeira.

– Ok! Pode ir. Ao sair, pede pra Gisele trazer um café ok?

Daniel consente e sai porta afora.

Ao encontrá-la ali sentada naquela mesa, ele diz:

– Sr. Otávio pediu pra você levar um café a ele.

– Ok! – diz a jovem, se levantando da cadeira.

De repente, alguns papéis caem no chão e os dois se abaixam pra pegar.

– Deixa que eu pego pra você! – Ele recolhe os papéis e encara ela nos olhos.

Colegas-de-Trabalho

Ela também não consegue disfarçar.

Os dois ficam numa sintonia total e o fascínio um pelo outro é despertado de uma forma mágica que possivelmente pode virar o primeiro beijo.

Mas...

– Oi, Gisele! Eu vim aqui pegar aquele relatório que você digitou. – diz Doroth, atrapalhando a cena. – Tudo bem por aqui?

– Ah claro! – Ela se levanta depressa. – Eu vou pegar o relatório pra você. Só um instante!

Daniel coloca os papéis na mesa organizadamente e Doroth percebe que cometera um equívoco ao atrapalhar a cena dos dois.

– Gisele, tudo bem! Depois eu volto e pego o relatório, ok? – E sai, fechando a porta.

Gisele fica confusa e Daniel diz:

– Se precisar de alguma coisa, é só me chamar ok!

– Ok! – Ela responde, sem olhar nos olhos dele.

Daniel sai e Gisele se sente perdida, pensando:

"Meu Deus, o que está acontecendo comigo?"

Enquanto isso, Doroth decide ligar pra Júlia e contar o que acabara de ver na sala de Gisele. A jovem fica feliz com a novidade, mas Doroth pede pra não comentar nada com ela.

Após terminar de falar com Júlia, Doroth decide conversar com Daniel.

– Oi, Daniel!

– Oi, Doroth! – Ele a cumprimenta.

– Posso te fazer uma pergunta?

– Sim. Quantas quiser. – Ele responde educadamente.

– Olha, eu trabalho nesta empresa há um tempinho com a Gisele. Você deve saber disso né?

– Sim. Eu sei. Aliás, eu estou gostando muito de trabalhar aqui.

– Hum. Que bom! Então a pergunta que quero fazer a você é o seguinte: você está gostando da Gisele, não está?

Daniel muda de expressão e fica um pouco vermelho com a pergunta que Doroth faz.

– Relaxa, Daniel! Eu já percebi tudo. Aliás, já estava percebendo.

– Nossa! Eu não acredito que ficou tão óbvio assim.

– Não se preocupa com isso. Ninguém percebeu nada como eu percebi. Daniel, desde o momento que você cruzou com a Gisele nesta empresa, alguma coisa mudou na minha amiga só que ela não tem coragem de assumir ainda.

– Sério? O que pode ter mudado nela tanto assim?

– Depois eu te conto, mas fica ciente de uma coisa: se você gosta dela, saiba que eu vou estar do seu lado.

– Desculpa, Doroth mas porque você estaria do meu lado se nem ao menos me conhece direito?

– Eu sinto que você é a pessoa ideal para a minha amiga, só não me pergunte o porquê pois eu não sei te explicar, mas a sua presença na vida da Gisele representa recomeço, uma esperança, alguma coisa boa que está por vir, entende?

– Continuo não entendendo, mas respondendo a sua pergunta: eu gosto dela sim. Mas não sei se ela também gosta de mim.

– Bom, isso você vai descobrir meu caro e se você quiser, pode contar comigo! – diz ela, sincera.

 

Júlia decide comentar com Grace sobre o ocorrido com Gisele e Daniel e sem querer, Murilo ouve a conversa. Ao deixar as meninas conversando, ele pega o celular e liga pra Zeca e decide revelar a situação.

– Mas aconteceu isso mesmo logo na empresa onde os dois trabalham? – Se intriga Zeca no telefone.

– Bom, as meninas estão dizendo aqui. – diz Murilo.

– Então deve ser verdade mesmo. Eu não sabia que esse Daniel tinha conhecido a Gisele antes.

– Eu já até ouvi falar dele, mas não conheço ainda.

– E por que você não me disse nada sobre isso?

– Cara, o que eu poderia ter dito a você? Que a Gisele tinha conhecido um rapaz no shopping e que por coincidência, os dois se encontraram na empresa? Pow, você nem tem mais interesse pela Gisele. Se tivesse realmente interesse por ela, as coisas não estariam nessa situação agora. Você poderia estar com a Gisele neste exato momento.

– Murilo, você sabe perfeitamente que não tenho chances com a Gisele.

– Você não tinha chances Zeca, mas agora você tem e mais uma vez vai perder a sua amada pra outra pessoa.

– Eu não quero discutir isso, Murilo! Se Gisele quiser ficar com este carinha aí, que fique! Eu não vou mais correr atrás como sempre corri. – E desliga o telefone.

Murilo diz em pensamento:

"Eu te conheço, Zeca! Eu sei que você não gosta de perder."

 

Grace decide voltar pra casa e sua mãe Alda a encontra na porta.

– Filha! – Ela a abraça fortemente e acaricia seus cabelos. – Por favor, não faça mais isso! Não saia de casa sem nos avisar!

– Mãe, preciso ir para o meu quarto. – diz Grace, ainda triste.

– Tudo bem, filha! Se precisar de algo, me chama tá bom?

Grace não responde e sobe as escadas, deixando Alda mais tranquila.

 

No fim do expediente, Gisele organiza suas coisas pra sair quando Daniel entra depressa pela porta do escritório.

– Você ainda não foi? Pensei que já tinha ido.

– Eu esqueci uma coisa em cima da sua mesa.

– Que coisa? – Se intriga ela, observando a mesa.

Daniel se aproxima mais perto dela nesse momento.

– Eu vim terminar uma coisa que deixei de fazer logo cedo. – diz Daniel, convicto de seus sentimentos e beijando Gisele nos lábios ardentemente, a impedindo de falar qualquer coisa, deixando-a sem reação alguma. 

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Primeiro Capítulo de Distante Amor

 

Por entre algumas ruas da cidade do Rio de Janeiro, uma jovem é seguida por um desconhecido e a cada vez que ela anda, os passos dele se tornam fortes. Ela fica desesperada tentando ser mais ágil, mas ele parece não desistir do que quer. A sede de tê-la naquele momento é incontrolável.

Ela corre com sua bolsa a tiracolo e ele corre atrás dela, como um leopardo atrás da sua presa. Até que de repente, ela se atrapalha e cai no chão e ele diminui os passos, agora caminhando devagar até ela que fragilizada e insegura, se torna mais uma vítima inocente daquele crime tão banal.

E ela começa a gritar por socorro quando ele saca um revólver. Mas os gritos não são suficientes para que aquela situação arriscada e tensa se resolva em imediato.

O criminoso se aproxima dela e já começa a se preparar para abusá-la sexualmente. Dos olhos da jovem, as lágrimas começam a brotar.

Dois dias depois...

— Já leu o jornal de hoje? — diz Ingrid para a filha Jéssica que toma o seu café matinal.

Qual a notícia de hoje?

— O que aconteceu dessa vez mãe? — pergunta a jovem, pegando o jornal em imediato.

— Mais uma jovem foi violentada sexualmente. Sabe o que isso significa né? Rio de Janeiro mudou e está cada vez mais perigoso.

— E como está mãe! Mas isso está em todo lugar. Não só no Rio e a senhora sabe perfeitamente disso.

— Eu me preocupo com você filha. Tenho medo de que algo possa acontecer com você por essas ruas.

— Mãe, eu sei que a senhora gosta de me proteger sempre, mas eu não posso ficar o tempo todo dentro de casa. Tenho meu trabalho, meus estudos e preciso conquistar meus objetivos. Nada vai me acontecer de mal ok!

— Você é o meu orgulho, Jéssica! Eu amo muito você, sabia?

— Ah, mãe! Eu também amo a senhora. — diz a jovem a abraçando fortemente.

Ao ver a cena, Amaury se surpreende.

— Posso participar desse abraço?

— Pai, junta aí! — diz Jéssica sorrindo e fazendo Ingrid sorrir também.

— Qual a comemoração hein? — pergunta Amaury.

— Apenas um abraço qualquer. Um abraço que significa o quanto vocês dois são importantes para mim. — responde a jovem, tirando o sorriso do rosto de ambos.

Nesse ínterim, Gracindo organiza os doces da vitrine da sua padaria quando a esposa Bárbara chega e pergunta pelo filho Edmílson.

— Ele deve ter ido para escola, amore mio. — Gracindo responde.

— Tão cedo? Hmmm. Nesse angu tem caroço!

— Já vai começar, mulher!

— Quando Edmílson sai cedo assim, alguma coisa está errada. Conheço muito bem nosso filho.

— Você acha que ele não foi para escola?

— Eu não sei. Eu só sei que ele deve estar aprontando alguma coisa errada por aí.

— Mulher desconfiada! — diz Gracindo voltando aos serviços.

— Eu dou minha cara a tapa se ele não foi procurar aquela bandida.

— Quem? A Eleonora? Nosso filho não quer mais saber dela.

— Isso é o que você pensa. Ele não a esqueceu. Eu sinto isso.

— Bom, para mim ele não me conta nada a respeito.

— Se eu souber que ele está se encontrando com aquela sem vergonha, eu tomo minhas providências. Aquela mulher só entrou na vida do meu filho para atrapalhar o futuro dele.

— Edmílson aprendeu a lição, amore mio. Ele não vai mais encontrar com aquela mulher.

— Acho bom! — diz a mulher, ranzinza. — senão ele vai levar uma bela surra e dada por mim.

Gracindo, nessa hora cai na risada e Bárbara fecha a cara.

— E bato em você também! — ela retruca.

E Edmílson não está na escola mesmo não. Ele está na casa de Eleonora e sentindo-se feliz.

— Se sua mãe descobre que você vai perder aula para ficar na minha casa, ela me mata. — diz Eleonora, deitado ao seu lado na cama.

— Relaxa! Ela não vai saber não. Você não está curtindo esse momento não?

— É claro amor que estou. Eu gosto quando você vem me visitar.

— Eu vou te visitar sempre.

— Que bom! Só espero não trazer problemas para sua família já que seus pais me odeiam.

— Fica tranquila! Eles nem fazem ideia de que eu voltei a te encontrar. — diz o rapaz, a beijando nos lábios.

Vem Aqui

Danilo pega no sono justamente na aula de Física e é acordado pelo professor Juca. A turma sorri ao ver a cara dele de sono.

— Muito bem Sr. Danilo, enquanto todos prestam atenção na aula, você está tirando uma soneca daquelas.

— Ah professor, desculpa!

— Nada de desculpas. Como são conhecidas as três leis de Newton?

— As três leis de Newton? — ele fica sem saber, confuso e em seguida diz: — Professor, seria a primeira, segunda e terceira.

— Engraçadinho. Ande logo! Diga-me as três respostas.

— Eu não sei.

— Claro que não sabe. Dormiu a aula inteira. Eu acabei de explicar na sala. — ele vira-se a uma aluna e diz. — diga-me as respostas!

A aluna confiante responde:

— Professor, a primeira lei é conhecida como lei da inércia; a segunda, princípio fundamental da dinâmica e a terceira; lei da ação e reação. — e pisca o olho para Danilo que faz uma cara de que não curtiu.

— Bravo! É exatamente isso! Parabéns! — ele volta a encarar Danilo. — viu como temos na aula uma estudante dedicada?

Danilo ignora o comentário do professor e a aluna sorri confiante.

— Quanto ao senhorzinho, melhor você começar a prestar atenção na aula porque no dia da prova não vou facilitar. Ou você ganha um dez ou eu coloco um zerinho bem grande para que seus pais possam ver o quanto você não se importa muito com estudos.

O sinal bate e o professor dispensa a turma.

Danilo sai da sala levando a mochila com raiva e Júnior o acompanha zoando-o.

— Vai me zoar até eu chegar em casa?

— Cara, você é maluco! Como pode dormir na sala de aula? Ahahahah — e ele sorri bastante.

— Eu não curto Física ok! Não sou CDF como você tá que vive com a cara no livro.

— Nossa! Que bicho te cutucou agora? Problemas em casa?

— Que se dane os meus problemas. Você não tem nada a ver com isso.

— Ohh! Não vai me esculachar agora não, né? Eu só tô zoando. Relaxa!

— Eu estou cansado de tudo. Vou pegar minhas coisas e ir embora para um lugar onde ninguém me conheça.

— E vai esquecer dos seus amigos aqui? Nossa! Desvalorizou legal!

— Eu tô de saco cheio de todo mundo, inclusive de você que vive colado o tempo todo comigo, se fazendo de bonzinho, mas, na verdade, fica falando de mim por trás das minhas costas.

— Você endoidou? Não falo de você, ok!

— Sei. Admite para si mesmo: você sempre teve inveja de mim.

— Por que você está dizendo isso? Só porque eu quis pegar sua mina. Eu tinha intenção sim de levar ela para minha cama, mas ainda não fiz porque não sou fura-olho.

— Filho da mãe!

Ele ameaça dar um soco no rosto dele, mas não faz.

— É isso mesmo Danilo! Você sempre teve as garotas mais bonitas aos seus pés e nunca deu valor a elas. Eu sou diferente de você. Se uma delas ficarem comigo, eu pego.

— Escuta aqui! Se você se aproximar da Victória, vai se ver comigo entendeu?

— O que você vai fazer Danilo? Vai me bater?

— Eu vou quebrar a sua cara.

— Valoriza a Victoria então brow. Se você não a valorizar, eu roubo de você!

— Não me provoca rapaz! Você não sabe do que sou capaz.

— Sei sim. Eu te conheço muito bem. Ah Danilo, você acha que o mundo gira somente para você né? Que pena tenho de você!

Ele se afasta, deixando o rapaz irritado.

O diretor olha a cena e fica em silêncio.

Jéssica chega na casa de Suzane e as duas decidem conversar na sala. Ela estava teclando com um rapaz por um aplicativo de namoro e a jovem, curiosa decide perguntar quem é o rapaz da foto, ao ver estampado na tela. Suzane decide apresentar o aplicativo à amiga.

— Namoro virtual? — pergunta Jéssica.

— Pois é amiga! Estou nessa onda também. — diz ela sorrindo.

— Hummmm... Não acredito muito nisso. Acho besteira tentar encontrar alguém pela internet. Pelo menos nunca me importei com isso.

— Amiga, você devia tentar. Esse chat é muito bom. Eu fiz boas amizades através dele. Vou te explicar como funciona.

Ela começa a ensinar algumas dicas para Jéssica que presta atenção em tudo.

Alguns minutos depois, Jéssica acha interessante o chat e é incentivada pela amiga a fazer o cadastro no aplicativo.

Danilo entra no seu quarto e liga o notebook. Navegando pelo site de busca, ele encontra um anúncio de um aplicativo de namoro muito popular, comentado pelas pessoas e bem avaliado positivamente. Curioso, ele abre o celular e procura pelo aplicativo. Assim que baixa, ele já se cadastra. Ele decide entrar no mesmo chat de namoro online quando seu irmão menor Jordan chega.

— O que está fazendo aqui prego? — pergunta Danilo.

— Eu vim ver se você tem um dinheiro para me arrumar. Preciso ir ao jogo de basquete com os meus amigos.

— Já pediu ao nosso pai?

— Ele disse que você tem.

— Sempre né? Peraí que vou dar uma olhada.

Ele se afasta do notebook quando o menino olha de relance.

— O que é isso? — ele pergunta.

— Ohh! Isso é para adultos. Está aqui o dinheiro. Dê o fora!

— Poxa, você nem vai me dizer o que é.

— Vai rapaz! Vai para o seu jogo e me deixa em paz.

O menino sai do quarto irritado e Danilo volta a teclar no notebook.

De repente, um sinal sonoro alerta aviso de mensagem e Jéssica que neste momento já estava em seu quarto e sobre sua cama, decide verificar.

"Quem será hein? Bom, vou responder."

Ela pensa.

E ela digita um "Oi". E depois "Tudo bem?"

E assim começa o jogo de perguntas e respostas. Um responde ao outro sucessivamente. Até chegar na seguinte pergunta: "Solteira?"

Jéssica responde que sim e Danilo diz a mesma coisa.

Um sorriso abre no rosto de ambos.

"Podemos marcar um encontro?"

Agora ela fica em silêncio sem saber o que dizer.

Mas de repente, seus dedos teclam nas seguintes letras que correspondem à palavra "Sim".

"Que bom! Fico feliz que queira me encontrar".

"Posso te ver por videochamada?"

Chat de Namoro

Digitando

Jéssica fica em dúvida e recusa o convite. Danilo por sua vez fica chateado, mas entende.

E passam dias e dias e a conversa entre os dois fica boa demais. Quando Danilo não a chama no chat, ela mesma toma a iniciativa. E vice-versa. Os dois trocam experiências de vida, conselhos, as vezes brincam um com o outro, falam de sonhos, até mesmo da política do país. E assim cada um sabe a vida do outro. E assim vai criando a amizade entre os dois.

— Amiga, você está apaixonada! — diz Suzane para Jéssica que se surpreende.

— Que isso! Eu mal o conheço. — diz Jéssica.

— Mas você gosta dele. Dá para ver nos seus olhos, amiga! — diz Suzane, sorrindo. — viu só como o chat te ajudou?

— Só você mesma né? Mas eu vou te confessar: eu gostei dele sim. Ele parece ser uma pessoa legal.

— Sintomas do amor, Jéssica!

— Pára com isso tá! Danilo é apenas um amigo e a distância entre a gente atrapalha muito.

— Você acha que distância atrapalha duas pessoas de se amarem?

— Eu acho. Moramos longe um do outro. Não vai dar certo viu.

— Para o amor não tem distância Jéssica. Se vocês se apegarem um ao outro e quiserem mesmo ter algo sério, a distância não vai atrapalhar em nada. Pense nisso!

Jéssica fica em silêncio com as palavras de Suzane.

Victoria visita Danilo em sua casa e os dois conversam.

— Você está diferente gato? O que houve?

— Eu não estou diferente. Continuo o mesmo.

— Está diferente sim. — diz ela. — posso saber o que está havendo?

— Não é nada Victoria. Impressão sua.

— Bom, então tá! Vamos sair hoje?

— Para onde?

— Sei lá para algum lugar especial onde tenha só nós dois.

— Um motel?

— Pode ser. Até gosto da ideia de passar a noite com você.

— Só que não estou a fim de sair hoje para lugar nenhum.

— E por quê?

— Simplesmente não estou a fim.

— Tem certeza de que não quer me contar nada não?

— Victoria, eu só queria ficar sozinho.

— Tem mulher na parada né? Me diz qual é o nome dela?

— Victoria, não exagera! Não conheci ninguém não!

— Danilo, você está estranho e nem quer sair comigo. Alguma coisa de errado está acontecendo e eu quero saber ok! Quem é a ordinária que está roubando você de mim?

Danilo fica sem saída.

Pára com Isso



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Expectativas: Amor, Sonhos e Reviravoltas

Se você gosta de histórias emocionantes, cheias de reviravoltas e personagens cativantes, o livro Expectativas é leitura obrigatória.

Nesta trama intensa, acompanhamos vidas entrelaçadas por amores, desilusões e a difícil arte de lidar com aquilo que não sai como planejado.

O romance explora temas como:

  • O amor e suas surpresas – quando ele chega de forma inesperada

  • As frustrações da vida real – quando a realidade não corresponde aos sonhos

  • A força para recomeçar – mesmo após quedas dolorosas

Com narrativa envolvente, Expectativas conquista pela emoção e pela profundidade dos diálogos. 

A cada capítulo, o leitor é levado a refletir sobre até onde vale a pena manter a esperança e quando é hora de abrir mão dela.

O que você vai encontrar:

  • Personagens reais, com conflitos emocionais profundos

  • Relações construídas entre esperança e frustração

  • Decisões que mudam destinos

  • Um romance que cresce com o leitor

Este livro fala sobre amadurecimento emocional.
Sobre aceitar que nem todo sonho se realiza — e tudo bem.

Por que ler Expectativas?

Porque você vai se identificar.
Com os sentimentos, com as dúvidas e com as escolhas.

É uma leitura envolvente, reflexiva e sincera, que toca em experiências comuns a muitos leitores.

💬 Ideal para quem busca um romance intenso, reflexivo e marcante.

📖 Descubra por que Expectativas está conquistando corações.

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Atração Fatal: Desejo e Perigo

Algumas histórias de amor são doces e tranquilas. Outras, intensas e avassaladoras.

Mas existe um tipo raro de romance — aquele que mexe com todos os seus sentidos, que te prende pela emoção e pela tensão, deixando claro que nem todo sentimento é seguro.

É exatamente isso que você vai encontrar em Atração Fatal: um enredo envolvente que mistura romance, mistério e suspense psicológico, conduzindo o leitor por um caminho onde cada página traz uma nova revelação.


Uma protagonista marcada pelo passado

Suzi é o tipo de mulher que carrega segredos profundos. Ela vive com um fardo que nunca imaginou compartilhar com ninguém.
Mas o destino coloca em seu caminho uma pessoa capaz de despertar sensações que ela acreditava adormecidas — um amor intenso, perigoso e, ao mesmo tempo, irresistível.

A relação parece perfeita… até que pistas do passado começam a surgir, e um detalhe sombrio ameaça vir à tona: Suzi já tirou uma vida.
Essa verdade pode destruir não apenas o romance, mas também a liberdade dela.


Suspense do início ao fim

Em Atração Fatal, cada capítulo é construído para aumentar a tensão e a curiosidade.
O leitor se vê questionando: em quem Matthew pode confiar?
E mais importante: até onde ele está disposto a fazer para proteger sua família?

Hummm... e O que será que Suzi realmente esconde?

A narrativa mergulha em emoções intensas, explorando a linha tênue entre amor e perigo, confiança e traição.


Por que ler Atração Fatal?

  • Romance e suspense na medida certa.

  • Personagens complexos, com motivações reais.

  • Reviravoltas que prendem do início ao fim.

  • Uma protagonista que desafia estereótipos.

Este livro é para quem:

  • Gosta de romances sombrios e intensos

  • Se interessa por histórias psicológicas

  • Prefere tramas com reviravoltas fortes

  • Não busca finais óbvios

Atração Fatal não romantiza o perigo.
Ela expõe o preço de ignorar os sinais.

O que torna essa história diferente:

  • Uma relação marcada por obsessão e controle

  • Personagens emocionalmente complexos

  • Um passado obscuro que vem à tona

  • Revelações que mudam completamente a percepção do leitor

Cada capítulo aprofunda a tensão.
Cada decisão aproxima o inevitável.


💬 Se você gosta de histórias que aceleram o coração e deixam aquela vontade de virar só mais uma página, este é o livro certo para você.

📖 Adquira agora mesmo o seu exemplar de Atração Fatal e se quiser, baixe a prévia pra sentir o gostinho.

Casal-na-Cama

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